Serviço de teleconsulta farmacêutica na alta hospitalar em um hospital de alta complexidade
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p43Palavras-chave:
Telefarmácia, Adesão ao Tratamento, Farmacoterapia, IdososResumo
A alta hospitalar é um momento crítico na continuidade do cuidado em saúde, sendo frequentemente marcada por lacunas na comunicação entre equipe multiprofissional e pacientes, o que pode com- prometer a adesão ao tratamento e a segurança no uso dos medicamentos. Diante disso, este trabalho teve como objetivo identificar as principais dúvidas e queixas relacionadas ao uso de medicamentos apresentadas pelos pacientes durante as teleconsultas farmacêuticas após a alta hospitalar, destacando os fatores que podem interferir na adesão e segurança do tratamento. Trata-se de um estudo observacional transversal, realizado por meio da análise de prontuários de atendimentos farmacêuticos remotos, logo após a alta de um hospital de alta complexidade. Os dados foram coletados entre abril e maio de 2025, organizados em planilhas eletrônicas e analisados estatisticamente. Foram registradas dúvidas em diferentes aspectos do tratamento medicamentoso, com maior número de casos relacionados a cuidados gerais, administração do medicamento e posologia. As queixas mais frequentes foram associadas a efeitos adversos/colaterais, dificuldades de acesso aos medicamentos e ausência de acompanhamento por profissionais de saúde. Observou-se que, mesmo com o avanço das ferramentas digitais, persistem barreiras que dificultam o entendimento e a execução adequada da farmacoterapia, como limitações cognitivas e emocionais dos pacientes, baixa escolaridade, pouco domínio de tecnologias e ausência de suporte familiar. A teleconsulta farmacêutica se mostrou uma alternativa viável para promover a continuidade do cuidado em domicílio, sendo capaz de oferecer orientação técnica e apoio emocional, desde que adaptada às necessidades individuais dos pacientes. Conclui-se que apenas a entrega de informações no momento da alta não garante compreensão e adesão ao tratamento. Estratégias como revisão estruturada da medicação, materiais de apoio acessíveis, linguagem adaptada à realidade do paciente e inclusão de cuidadores ou familiares, além da oferta de canais diretos de contato com o farmacêutico, são essenciais para promover o autocuidado, evitar erros relacionados ao uso de medicamentos e reduzir reinternações. Este estudo reforça o papel do farmacêutico como educador em saúde e agente essencial na transição do cuidado hospitalar para o domiciliar.
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Copyright (c) 2025 Alicia Castilho de Souza Garcia, Juliana Soares de Faria Neto, Carlos Eduardo Faria Ferreira

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