Música e empatia como ferramentas de comunicação interpessoal:
relato de ação humanizada em espaço público
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p16Palavras-chave:
Humanização da Assistência, Atenção Primária à saúde, Saúde mental, empatia, musicoterapiaResumo
A comunicação interpessoal é um dos pilares da prática médica humanizada, especialmente nos contextos da Atenção Primária à Saúde (APS), onde o vínculo e o acolhimento se tornam essenciais. Este trabalho apresenta um relato de experiência vinculado ao projeto de extensão “Comunicação Interpessoal na Prática Médica: o papel da empatia em sala de espera”, com o objetivo de explorar estratégias empáticas no cuidado com o paciente. A atividade consistiu em uma ação social realizada em uma praça pública localizada próxima ao Centro de Saúde de Custodópolis (CSEC) envolvendo idosos entre 60 e 90 anos que são atendidos pela unidade. A dinâmica foi conduzida por estudantes de medicina e estruturada em torno de roda de conversa, violão e músicas populares escolhidas em diálogo com os funcionários e os participantes. Durante a intervenção, observou-se uma melhora significativa no humor, no engajamento e no bem-estar dos presentes em geral. Notou-se também, senti- mentos de acolhimento, pertencimento e alegria. Além disso, a música despertou memórias afetivas, favorecendo a escuta ativa, o vínculo e a construção de um ambiente de confiança. Um aspecto central desta experiência foi a constatação de que o ambiente — mesmo fora da estrutura física da UBS ou da sala de espera — pode ser um espaço promotor de saúde. A música, neste contexto, se mostrou com capacidade de ressignificar o ambiente, transformando-o em um local de cuidado, escuta e troca. A ação evidenciou o potencial terapêutico e comunicativo da música como ferramenta integradora no ato de cuidar, além de reforçar a importância de estratégias e ações simples e acessíveis na promoção da saúde mental e emocional. A vivência contribuiu ainda para a formação de estudantes mais sensíveis à aspectos pouco valorizados em relação ao adoecimento e à importância de enxergar cada espaço de convivência e atendimento, como oportunidade de promover saúde, melhora na comunicação, vínculo e empatia.
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