Busca Ativa de IST na População em Situação de Rua

Autores

  • Jamilly Monteiro Coutinho Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Kathelyn Brito Rangel Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Maria Luiza Silva Castro Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Mariana Barreto Duarte Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Micaela Albetini Pereira Gomes Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil

DOI:

https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p5

Palavras-chave:

Prevenção, População em situação de rua

Resumo

As populações socialmente vulneráveis são assim intituladas devido a maior frequência de exposição a situações com potencial de gerar riscos à saúde, como é o caso da população em situação de rua. Esse grupo enfrenta barreiras significativas no acesso aos serviços de saúde, o que contribui para maior vulnerabilidade frente às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A testagem ativa e o cuidado integralizado são estratégias fundamentais para prevenção, diagnóstico e tratamento. Nesse contexto, ações intersetoriais e educativas de agentes da saúde têm papel relevante na promoção do cuidado. O projeto se propôs a realizar testagem rápida para HIV, sífilis, hepatite B e C em pessoas em situação de rua no município de Campos dos Goytacazes, na tentativa de rastrear casos sem diagnóstico. Além disso, objetivou-se identificar comportamentos de risco, visando orientar os indivíduos sobre práticas de prevenção e cuidado, redução de danos e educação em saúde. Não obstante, o propósito maior foi ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde por meio de recepção acolhedora, escuta ativa e orientação em saúde. As ações são realizadas preferencialmente em um abrigo considerado porta de entrada dos indivíduos no sistema de acolhimento, o Centro Pop. Neste abrigo, os usuários recebem cuidados iniciais, para depois serem triados para outros abrigos da cidade. Com o objetivo de captar os acolhidos logo no primeiro atendimento, o grupo se organizou em duplas para realizar a testagem sob supervisão da orientadora. Além disso, foi aplicado um questionário com o intuito de investigar práticas de risco e promover orientações personalizadas aos assistidos sobre autocuidado baseado em seu contexto de vida. Houve distribuição de preservativos, orientações sobre prevenção e fornecimento de encaminhamentos formais aos serviços de saúde do município. A maior dificuldade foi a escassez de materiais para testagem completa, o que limitou algumas abordagens. Apesar da limitação com insumos, o comprometimento dos usuários e o apoio das equipes locais foram fatores facilitadores para o sucesso do projeto. Para os discentes, o projeto representou uma vivência transformadora, revelando realidades invisibilizadas e fortalecendo sua formação ética e humanista. O projeto evidenciou que a extensão universitária é ferramenta potente na formação médica e na promoção da equidade, fortalecendo o vínculo entre universidade e comunidade. A atuação do discente foi marcada por envolvimento técnico e empático, favorecendo a integralidade do cuidado e contribuindo para reduzir barreiras de acesso à saúde às populações vulneráveis.

Downloads

Publicado

2025-11-27

Edição

Seção

Trabalhos originados de projetos de extensão