Análise da Incidência de Sífilis em Mulheres em Situação de Rua em Campos dos Goytacazes de 2023 a 2025

Autores

  • Laísa Bossatto de Lyrio Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Jacinta de Aguiar Medeiros Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Micaela Albertini Pereira Gomes Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Shaytner Campos Duarte Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil

DOI:

https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p39

Palavras-chave:

Sífilis, vulnerabilidade social

Resumo

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que segue em crescimento no Brasil, especialmente entre mulheres em situação de rua, devido à dificuldade de acesso à saúde e à vulnerabilidade social. Em Campos dos Goytacazes (RJ), essa realidade é evidente. Este estudo investiga a prevalência da sífilis nesse grupo, com base em dados do Centro Pop. Quantificar os casos de sífilis entre mulheres em vulnerabilidade social atendidas pelo Centro Pop entre 2023 e 2025, analisando a taxa de positividade e fornecendo dados para apoiar ações de prevenção e controle. Além disso, busca-se identificar padrões que contribuam para o planejamento de políticas públicas voltadas a populações vulneráveis. Trata-se de um estudo epidemiológico com análise de dados secundários de prontuários de mulheres atendidas pelo Centro Pop entre 2023 e o primeiro semestre de 2025. Foram considerados resultados de testes para ISTs, local e período do atendimento. A análise foi descritiva, com uso de gráficos e taxas de positividade para identificação de padrões. Os dados revelaram que, entre os testes realizados no período, a sífilis apresentou a maior taxa de positividade, com 4 casos positivos entre 19 testes (21%). Para o HIV, 2 dos 27 testes foram positivos (7%) e, na hepatite B, 1 caso positivo foi registrado entre 29 testes (3,4%). Os resultados mostram que, apesar da sífilis ter maior prevalência, o HIV e a hepatite B também estão presentes entre as mulheres atendidas. As maiores taxas foram observadas em áreas de maior vulnerabilidade social, o que pode estar associado ao acesso precário a serviços de saúde e à violência vivenciada por essas mulheres. O estudo evidencia a necessidade de intensificar ações de prevenção e controle das ISTs, com foco na sífilis, voltadas especialmente para mulheres em situação de rua. A alta incidência reforça a importância do diagnóstico precoce, do acesso facilitado ao tratamento e da criação de políticas públicas inclusivas. Os dados obtidos servem como base para estratégias mais eficazes de enfrentamento dessas infecções em populações socialmente marginalizadas.

Biografia do Autor

Shaytner Campos Duarte, Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil

 

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Publicado

2025-11-27