Prevalência da Adesão Vacinal Contra o HPV em Jovens Universitários em Campos dos Goytacazes/RJ e sua Projeção na Saúde Municipal
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p28Palavras-chave:
HPV, Vacinação, PrevençãoResumo
O HPV é um vírus sexualmente transmissível que pode causar lesões cutâneo mucosas e câncer, como o de colo do útero. A vacina é eficaz, mas ainda enfrenta resistência, além de esbarrar em diversas questões que envolvem problemas sociais, negligência, desinformação e de acessibilidade. Em vista de identificar de forma específica essas problemáticas, este estudo, realizado com 341 universitários da UENF entre junho e dezembro de 2024, visa analisar a adesão à vacinação contra o HPV, o conhecimento dos jovens sobre o tema e os fatores que influenciam sua imunização. A pesquisa é transversal, com coleta por questionário e análise em Excel, respeitando critérios éticos. O objetivo é promover a prevenção e ampliar a cobertura vacinal entre jovens. Foram incluídos na pesquisa 341 indivíduos, todos matriculados na Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF, na faixa etária entre 18 e 30 anos de idade, submetidos a um questionário com perguntas direcionadas sobre o tema. Foram entrevistados indivíduos provenientes de diversas localidades, sendo as mais prevalentes: Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro-RJ e Cachoeiro do Itapemirim-ES. Tratam-se de estudantes universitários provenientes de diversas localidades, porém em mútuo convívio social por período prolongado, interferindo no cenário epidemiológico do HPV e representando amostras de diversas realidades vacinais. Seguem as porcentagens representativas de acordo com cada pergunta formulada no questionário: “Sexo”: 53% sexo feminino; “Conhece a vacina sobre o HPV?”: 85,6% sim; “Participou de campanha escolar ou de mutirão de vacinação quando tinha por volta de 9-14 anos?”: 73,6% sim; “Se participou, fez o esquema completo de doses?”: 54,5% não. “Se não fez o esquema completo de doses, quantas doses foram realizadas?”: 45,5% fizeram 2 doses (esquema completo), 30,8% fizeram 1 dose, 23,8% não fizeram nenhuma dose; “Interesse em completar o esquema, caso incompleto?”: 48,7% sim, 7,6% não, 43,7% já completou; Caso não tenha o esquema completo realizado, qual o motivo da não vacinação contra o HPV até então?”: ‘Na época em que me vacinei, achei que uma dose fosse o suficiente’: 24,3%; ‘Não tive acesso à vacinação’: 12,4%; ‘Não me informaram sobre a vacinação’: 16,8%; ‘Desconheço a importância da vacinação contra o HPV’: 10,3%; ‘Tenho medo de sofrer efeitos colaterais da vacina’: 2,7%; ‘Para mim, não pertenço mais à faixa etária da vacina contra o HPV’: 14,6%; ‘Achei que só as mulheres deveriam tomar a vacina contra o HPV’: 14,6%; ‘Não tenho interesse em vacinas/Não sou a favor da vacinação’: 1%. De acordo com os resultados, é possível identificar os principais problemas relacionados à mal adesão à vacinação. Significativas porcentagens que refletem falta de conhecimento sobre a relevância da vacina, ausência em campanhas escolares/mutirões de vacinação, ausência da segunda dose do esquema vacinal atrelados às diversas justificativas identificadas no questionário, somado ao fato de grande parte dos entrevistados manifestarem interesse em completar o esquema tornam o estudo um meio de caracterização da população universitária presente na cidade, fazendo jus à sua proposta de fomentar os dados de saúde municipais. Por meio dessa incitação, espera-se que as contribuições sejam relevantes para possíveis futuros projetos de imunização e também para possíveis futuras políticas públicas de conscientização, informação e o triunfo sobre as barreiras sociais que prejudicam o sucesso da imunização.
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