Uso racional de medicamentos e os riscos da automedicação:
é de Jovem que se aprende
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p11Palavras-chave:
Automedicação, Educação em Saúde, Uso de MedicamentosResumo
A automedicação é caracterizada pelo uso de medicamentos sem prescrição médica, sendo um com- portamento cada vez mais frequente na população e um desafio para o sistema de saúde. Entre os principais riscos estão o agravamento de quadros clínicos, reações adversas, intoxicações, interações medicamentosas e o aumento da resistência antimicrobiana. Com o fácil acesso a medicamentos e à informação, muitas vezes imprecisa, por meio da internet e redes sociais, a automedicação tornou-se um problema de saúde pública, exigindo medidas de conscientização e regulamentação. Diante disso, é essencial que profissionais da saúde atuem também como agentes educativos na promoção do uso racional de medicamentos. Sendo assim, o objetivo principal do projeto foi promover a conscientização sobre os riscos da automedicação e incentivar o uso racional de medicamentos entre estudantes do ensino fundamental. O projeto realiza, quinzenalmente, ações educativas em escolas públicas da cidade, voltadas para turmas do 8º e 9º ano. As atividades são conduzidas por extensionistas, com supervisão docente, em turmas reduzidas, o que favorece a escuta e a participação ativa. As apresentações utilizam slides ilustrativos, linguagem acessível e conteúdo adaptado à faixa etária, abordando os principais riscos da automedicação, como a dependência, efeitos colaterais e interações medicamentosas. Durante as palestras, os alunos são incentivados a tirar dúvidas oralmente ou por meio de bilhetes anônimos, lidos e respondidos ao final. Ao término da apresentação, é divulgado um e-mail institucional criado para o projeto, permitindo o envio de dúvidas posteriores, especialmente para os que não se sentiriam à vontade de se manifestar durante a atividade. Levar esse tema a adolescentes em situação de vulnerabilidade foi um desafio enriquecedor. Apesar das limitações estruturais de algumas escolas, a atividade despertou interesse e engajamento dos alunos, que apresentaram dúvidas relacionadas a experiências pessoais. A vivência reforçou a importância de adaptar a linguagem e abordagem ao público, tornando a comunicação mais próxima e efetiva. Ficou evidente o potencial das ações educativas como instrumento de transformação social. Portanto, mesmo com dificuldades estruturais, o projeto alcançou grande adesão, com expressiva participação dos alunos. Turmas menores possibilitaram maior troca e melhor esclarecimento das dúvidas. O uso dos bilhetes anônimos encorajou a participação de estudantes mais tímidos, enquanto outros se sentiram à vontade para interagir em grupo. A experiência demonstrou a relevância de ações educativas no contexto escolar e sua eficácia na conscientização sobre os riscos da automedicação.
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