Reação adversa observada durante Conciliação Medicamentosa em um hospital escola de alta complexidade
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p75Palavras-chave:
Conciliação Medicamentosa, MedicamentosResumo
O processo de cura de um paciente internado em um hospital deve ser dividido em várias etapas. Todas essas etapas passam pelas mãos de uma equipe de profissionais de saúde de diferentes áreas que atuam em várias frentes visando o reestabelecimento e o bem-estar do paciente durante o período de internação. A Conciliação Medicamentosa (CM) representa uma dessas frentes, em que os profissionais atuam desde a admissão até a alta hospitalar do paciente. Esta estratégia visa, entre outros tópicos, monitorar todas as interações indesejáveis entre os medicamentos administrados e observar as possíveis reações adversas apresentadas, garantindo a segurança e a eficácia do tratamento. Este trabalho tem o objetivo de relatar um caso de reação adversa observada em um Hospital Escola de Alta Complexidade de um paciente do sexo masculino, 83 anos, aposentado, branco, casado, portador de Hipertensão Arterial Sistêmica e fazendo uso de Olmesartana 40mg, Hidroclorotiazida 25mg, Alopurinol 15mg, Atorvastatina 40mg, Buspirona 10mg, Lacosamida 50mg e Rivaroxabana 15mg. Dentro da estratégia de ação da CM são consideradas todas as reações adversas possíveis e as observáveis. Durante a internação, o paciente apresentou quadro de infecção urinária sendo a Ceftriaxona a medicação de escolha. Após administração da primeira dosagem da Ceftriaxona, foi constatado pela equipe que o paciente apresentou náuseas, palpitação e prurido em extremidades. Perante o quadro de reação adversa observada, a medicação foi suspensa e substituída por Piperacilina, Tazobactam, Claritromicina e Vancomicina. Diante disso, não foram observadas novas reações no paciente em questão e o tratamento evoluiu positivamente para a alta hospitalar. Conclui-se que o trabalho da CM em ambiente hospitalar é relevante para a garantia da eficácia e segurança do tratamento de todos os pacientes.
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