Projeto plantas medicinais:

Cissus verticillata - Potencial Terapêutico no Manejo do Diabetes Mellitus Tipo 2

Autores

  • Matheus Maciel Chagas de Mello Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Letícia Ribeiro Tavares Lima Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Carlos Eduardo Faria Ferreira Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil

DOI:

https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p7

Palavras-chave:

plantas medicinais, fitoterapia, Diabetes Mellitus tipo 2

Resumo

O uso de plantas medicinais representa uma importante estratégia terapêutica, especialmente em regi- ões com acesso limitado a medicamentos convencionais. A espécie Cissus verticillata, popularmente conhecida como “insulina vegetal”, destaca-se na fitoterapia pelo seu potencial hipoglicemiante, sendo tradicionalmente utilizada no manejo do Diabetes Mellitus tipo 2 e em complicações associadas. Catalogar e revisar as propriedades medicinais da Cissus verticillata, abordando seus aspectos botânicos, químicos e terapêuticos, com ênfase no tratamento do diabetes. Realizou-se uma extensa pesquisa sobre as características morfológicas da planta, identificando-se sua forma arbustiva e trepadeira com folhas simples ou trifoliadas, flores verde-amareladas e frutos tipo baga. As principais classes químicas identificadas incluem flavonoides, compostos fenólicos, esteróis, quinonas, aminoácidos, alcaloides e o estilbeno resveratrol. A forma tradicional de preparo mais frequente é o chá por decocção das folhas, com posologia usual de 8 gramas em 500 ml de água, administrado duas vezes ao dia. Foram também abordados os efeitos adversos e contraindicações, destacando-se riscos potenciais em gestantes devido à toxicidade observada em estudos pré-clínicos. Aspectos agronômicos como plantio e época ideal de colheita das folhas também foram identificados, recomendando-se a colheita no início das chuvas para maior concentração dos compostos bioativos. A experiência demonstrou que, embora utilizada pela medicina popular, a ausência e dificuldade de padronização e estudos clínicos robustos sobre segurança e eficácia representa um grande desafio. Observou-se que o uso indiscriminado pode potencializar efeitos adversos, principalmente em associação com medicamentos antidiabéticos convencionais. Em estudos com ratos, foi identificado efeito diabetogênico quando realizada a extração hidroalcoolica, levantando um ponto de cautela. A necessidade de maior conscientização sobre o uso seguro dessa planta é essencial para minimizar riscos e promover sua inserção segura na prática terapêutica. A Cissus verticillata possui significativo potencial terapêutico para o manejo do Diabetes Mellitus tipo 2, associado especialmente à presença de compostos bioativos como flavonoides e resveratrol. Em especial, em locais aonde o tratamento convencional à diabetes é dificultado. Contudo, a segurança de seu uso requer mais estudos clínicos detalhados. Recomenda-se fortemente que a utilização terapêutica da planta ocorra sob supervisão profissional, com ênfase em futuras pesquisas para estabelecer protocolos padronizados e seguros, garantindo seu uso racional e eficaz na fitoterapia.

Downloads

Publicado

2025-11-27

Edição

Seção

Trabalhos originados de projetos de extensão

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

1 2 > >>