Fotoproteção e câncer de pele:
análise dos profissionais da área da pesca da região Norte Fluminense
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p59Palavras-chave:
Câncer de PeleResumo
O câncer de pele representa a neoplasia mais comum no Brasil. A exposição excessiva ao sol, a ausência de medidas protetivas e a cor da pele são fatores que favorecem o início da doença. Embora os fatores de risco sejam conhecidos, certas ocupações, como a pesca, predispõe os indivíduos a um risco maior. Identificar o perfil epidemiológico e os fatores de risco para o câncer de pele nos profissionais da pesca do Norte Fluminense. Estudo transversal, realizado de acordo com as normativas éticas vigentes que avaliou o perfil epidemiológico do câncer de pele em pescadores da região Norte Fluminense no período entre setembro de 2024 a abril de 2025 através de um questionário aplicado para coleta de dados. Para avaliar a associação entre as variáveis foi utilizado Teste do χ². A pesquisa contou com 103 participantes, sendo 43% do sexo masculino e 57% do sexo feminino. Deste total, 47,6% possui idade superior a 55 anos. Sobre a procedência, 20% residem em São João da Barra, 30% em São Francisco e 50% em Campos dos Goytacazes. Observou-se que 68% tinham o fundamental incompleto. Quanto as comorbidades, 49% referiram não apresentar nenhuma, e 28% referiam ter Hipertensão Arterial Sistêmica. Foi observado que os fototipos 2, 3 e 4 foram os mais prevalentes. O tempo de exposição solar diária foi de mais 8 horas em 50% dos participantes e as atividades mais predominantes exercidas na pesca foram a pesca artesanal 33% e a pesca profissional 31%, além disso, 52% alegaram atuar na área por mais de 30 anos. Foi vista história prévia de queimadura solar em 70% dos casos. Também observou-se a presença de fotodano em 89% desses trabalhadores, com maior prevalência da melanose solar 68,1% e 13,2% apresentaram lesão suspeita de neoplasia. Grande parte afirmou não ter história familiar de câncer de pele 84%, porém 9% dos participantes possuíam história pessoal de câncer de pele, sendo o Carcinoma Basocelular o tipo histológico mais comum e com localização predominante na face. A pesquisa também avaliou os conhecimentos e a prática da fotoproteção dos participantes onde 90% afirmaram conhecer a importância da fotoproteção e mais da metade demonstraram fazer uso de alguma medida de fotoproteção regular. Dos que utilizam medidas fotoprotetoras, 31,3% apontaram utilizar chapéu, 17,2% protetor solar e chapéu, 10% protetor solar e camisa de proteção UV, e 17,2% utilizavam apenas o protetor solar. Em relação aos que não fazem uso de nenhuma medida, 45% revelaram não querer, 19% não conhecem as medidas e 19% apontaram o fator financeiro como causa. Ao serem questionados sobre já terem realizado consulta com um dermatologista, 63% responderam que não, sendo o principal motivo não achar que houvesse necessidade. Com base nos resultados estatísticos, não foi encontrado associação entre fazer uso de medidas fotoprotetoras com o sexo (OR= 0.802; IC95% 0,357-1,782; p = 0,687). A respeito dos participantes com história prévia de câncer de pele, foi encontrado que 100% dos participantes que já desenvolveram a neoplasia possuíam fotodano. Os resultados indicam que, apesar do conhecimento sobre a importância da fotoproteção, a adesão à práticas preventivas ainda é baixa, devido à falta de informação e fatores socioeconômicos. O fotodano presente em 89% dos participantes reforça a relação entre exposição solar crônica e seus efeitos. Isso destaca a necessidade de ações educativas que incentivem a prevenção e a detecção precoce de lesões malignas.
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