Diagnóstico molecular da distrofia muscular Duchenne
DOI:
https://doi.org/10.29184/1980-7813.rcfmc.130.vol.4.n1.2009Palavras-chave:
análise de ligação, diagnóstico molecular indireto;, distrofia muscular Duchenne, microssatélites, marcadores polimórficos, sequenciamentoResumo
A distrofia muscular Duchenne (DMD) é a doença genética com padrão de herança recessiva ligada ao sexo mais frequente em humanos, afetando 1 a cada 3500 meninos nascidos vivos. É causada por mutações no gene DMD, localizado na região cromossômica Xp21.2-Xp21.1, que codifica a distrofina, uma proteína do citoesqueleto encontrada na superfície interna das fibras musculares. As mutações patogênicas são de natureza heterogênea e um grande número tem sido descrito. Aproximadamente 2/3 dos casos são hereditários e 1/3 esporádicos causados por mutações de novo. O diagnóstico molecular direto da etiologia da doença envolve o sequenciamento dos 79 éxons do gene DMD para determinação de mutações em homens afetados. Este método é laborioso e dispendioso, o que limita a sua ampla aplicação, em particular no rastreio de mulheres portadoras. A identificação de portadoras pode ser feita de maneira indireta mediante análise de ligação de microssatélites pelo teste de DNA. Atualmente são conhecidos só microssatélites do tipo dinucleotídeo em 29 íntrons; 15 desses são utilizados e exibem taxas de heterozigose variando de 40 a 84% em diversas populações. O principal problema da genotipagem de microssatélites dinucleotídeos é a ocorrência de produtos stutter, que diferem em tamanho por múltiplos da unidade de repetição do alelo verdadeiro. Há necessidade de investir no desenvolvimento de microssatélites tetranucleotídeo e pentanucleotídeo que resultam em significativa redução da amplificação de produtos stutter e que possibilitam uma melhor designação alélica, diminuindo as possibilidades de erro de diagnóstico.
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