RELATO DE CASO: PACIENTE COM PERMANÊNCIA DE IGM POSITIVO PARA COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.29184/1980-7813.rcfmc.416.vol.16.n2.2021Palavras-chave:
IgM, COVID-19, TratamentoResumo
Introdução: A Covid-19 doença causada pelo coronavírus, teve seu primeiro caso relatado em dezembro de 2019, em Wuhan na China. Atualmente já vitimou cerca de 961.656 óbitos no mundo e ainda segue ameaçando a saúde global.
O SARS-CoV-2 pertence ao gênero betaCovs, da subfamília Orthocoronavirinae, da família Coronaviridae. É um vírus envelopado (ou seja, há uma membrana lipídica de formato duplo e também proteínas inseridas) de fita única de RNA, em forma de coroa, devido as glicoproteínas em forma de espinhos, presentes em seu envelope. A sua entrada na célula hospedeira humana se dá a partir do auxílio da glicoproteína S se ligar a ECA II (enzima conversora de angiotensina) da célula hospedeira e a usa-la como aparato para replicação (CASCELLA et al., 2020; VELAVAN et al., 2020).
Nos dias atuais, é possível descrever fatores de risco a partir de grupos de risco que obtiveram uma evolução desfavorável tais como indivíduos com idade superior a 60 anos, portadores de doenças crônicas, como exemplo diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e/ou doenças pulmonares crônicas, tabagista de longa data como também os que fazem uso de quimioterápicos, corticosteroides de uso prolongado ou imunobiológicos.
Para a definição do diagnóstico de COVID-19 é preciso somar as informações clínico-epidemiológicas com exames RT-PCR e/ou sorologia quando possível e o exame de imagem com a tomografia computadorizada. RT-PCR é considerado o método padrão ouro apresenta uma sensibilidade em torno de 63% quanto aos testes sorológicos tem maior sensibilidade porém somente após 7-9 dias de sintomas.
Atualmente, vários medicamentos veem sendo estudados para o tratamento clinico da Covid 19 dentre eles pode-se destacar: Remdesivir, Ritonavir, Pirfenidona, Cloroquina/Hidroxicloroquina, Interferon-beta, Sarilumab. Entretanto, sabe-se hoje que a dexametasona foi o único medicamento que reduziu a mortalidade em pacientes hospitalizados
Objetivos: Entender a fisiopatologia viral e conhecer os principais fatores de risco da doença.
Descrição do caso: D.R.A, 27 anos, sexo masculino, hipertenso controlado, iniciou no dia 19/07 com quadro de dor de garganta, espirros, obstrução nasal e coriza. No dia seguinte apresentou fraqueza e dor no corpo. No dia 22/07 os sintomas se agravaram e o paciente começou a apresentar tosse persistente e dor nas costas, na região torácica, irradiando para nuca, sendo potencializada com o esforço e atenuava com o repouso, então realizou o Teste PCR para COVID – 19, testando positivo, no mesmo dia. No dia 23/07, iniciou quadro de febre alta de 38°C, associada a calafrios, que permaneceu por 4 dias. Procurou assistência médica no mesmo dia que iniciou a febre e foi prescrito hidroxicloroquina e Azitromicina por 1 semana e Prednisona por 2 semanas. No dia 05/08 já não apresentava mais sintomas, com exceção da tosse e realizou novo teste, desta vez o teste rápido, dando positivo para IgM e IgG. O paciente continuou com tosse persistente, e no dia 28/08, 37 dias depois do início dos sintomas, realizou novo teste rápido, continuando a apresentar IgM e IgG positivos. Passou por avaliação médica e foi prescrito Moxifloxacino 400mg, Alegra e Acetilcisteína xarope por mais 14 dias. Por volta do 10º dia de medicação a tosse desapareceu definitivamente.
Conclusão: Através deste relato é possível observar que não há um tempo preciso para a negativação do IgM em pacientes que tiveram a COVID-19, mesmo já apresentando IgG positivo há algum tempo. Além disso, ainda podemos perceber que o tratamento, por vezes, não é adequado para a condição do paciente, visto que o mesmo permanece com alguns sintomas mesmo após o tratamento e período ativo da doença. Casos em que o tratamento clínico não foi suficiente, devem ser reavaliados para verificar a necessidade de novo ciclo de medicação.
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