Práticas no descarte de medicamentos vencidos por pacientes atendidos na Farmácia Municipal de São Fidélis, RJ

Autores

  • Emilly Cabral Rodrigues Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Jaise Silva Ferreira Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Thiago Barbosa de Souza Consórcio Público Multifinalitário do Noroeste (CONSPNOR) – SAMU 192 Noroeste, RJ, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p57

Palavras-chave:

Impacto Ambiental, Políticas Públicas

Resumo

O estudo aborda o problema do descarte inadequado de medicamentos vencidos e seus impactos ambientais. Estudos mostram que grande parte da população ainda realiza esse descarte inadequado, geralmente no lixo comum ou rede de esgoto. O município de São Fidélis, RJ, conta com empresas terceirizadas que recolhem os medicamentos vencidos de farmácias e drogarias. E, o município não conta com postos de coleta acessíveis à população, contribuindo para o descarte inadequado. A Lei N° 12.305/2010, que institui sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispõe sobre a responsabilidade compartilhada e o gerenciamento dos resíduos. A pesquisa teve como objetivo identificar as práticas do descarte dos medicamentos vencidos e o conhecimento sobre os riscos advindos dessa prática de pacientes da Farmácia Municipal de uma cidade de pequeno porte. Trata-se de um estudo observacional, transversal e prospectivo, realizado com 265 pacientes da Farmácia Municipal de São Fidélis, RJ, no período de março a abril de 2025. As entrevistas abordaram perfil sociodemográfico, práticas de consumo, descarte de medicamentos e o conhecimento dos pacientes quanto aos riscos advindos do descarte incorreto. A maioria dos entrevistados foram mulheres, a faixa etária que prevaleceu foi entre 51 a 60 anos, com prevalência de pacientes com ensino fundamental incompleto, o local de descarte mais utilizado pelos pacientes foi o lixo comum e quanto ao reconhecimento das consequências do descarte incorreto, observou-se a prevalência dos pacientes com ensino médio completo. No entanto, os pacientes com ensino fundamental incompleto destacaram-se por não reconhecerem as consequências do descarte incorreto. Portanto, a ausência de postos de coleta e a presença do lixão ativo na cidade, contribuem para o descarte incorreto, destacando a necessidade de políticas públicas e ações educativas, visando à conscientização da população e o acesso à informação sobre o tema.

Downloads

Publicado

2025-11-27

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)