Perfil clínico, epidemiológico e funcional de mulheres com câncer de mama atendidas em ambulatório de cuidados paliativos
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p41Palavras-chave:
Cuidados paliativos, EpidemiologiaResumo
No Brasil, o câncer de mama é a neoplasia com maior incidência nas mulheres e representa um importante problema de saúde pública. Dada sua magnitude, este câncer figura entre as neoplasias que mais demandam atendimento em cuidado paliativo. Essa modalidade de cuidado tem como objetivo promover qualidade de vida através do controle de sintomas físicos, psicossociais e espirituais. Conhecer o perfil clínico, epidemiológico e funcional dessas mulheres é fundamental para orientar estratégias de cuidado individualizado. O objetivo do presente estudo é descrever as características clínicas, epidemiológicas e funcionais das mulheres com diagnóstico de câncer de mama atendidas em um ambulatório de cuidados paliativos. Trata-se de um estudo quantitativo do tipo transversal. Os dados foram coletados a partir de 39 prontuários eletrônicos de pacientes atendidas ambulatorialmente em cuidado paliativo, entre 1º de Janeiro e 30 de Maio de 2025. Foram incluídas mulheres maiores de 18 anos, diagnosticadas com neoplasia maligna da mama confirmado por laudo histopatológico e imuno- -histoquímica e que não tinham diagnóstico de outro tumor primário. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. A mediana de idade das participantes foi de 57,5 anos. A maioria era casada (55,56%), de cor parda (41,67%) e aposentada ou pensionista (52,78%). Dentre elas, 88,89% tinham carcinoma ductal invasivo e 55,56% eram do subtipo luminal B. Os sítios de metástase mais prevalentes foram os ossos (63,89%) e pulmão (47,22%). A funcionalidade foi avaliada pela Performance Scale – Eastern Cooperative Oncology Group (PS-ECOG) e a maioria foi classificada como PS-ECOG 1 (63,89%), o que significa que a maioria tinha sintomas da doença, mas era capaz de realizar suas atividades cotidianas. Conclui-se que apesar da doença metastática, a maioria das pacientes ainda mantinha independência funcional. Portanto, os achados deste estudo contribuem para otimizar o atendimento ambulatorial em cuidado paliativo, garantindo a preservação da funcionalidade e qualidade de vida dessas mulheres.
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Copyright (c) 2025 Paula Pereira Menezes Verlingues, Maria Fernanda Fernandes Duarte Costa

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