Cardiopatia Carcinoide por tumor neuroendócrino metastático:

relato de caso

Autores

  • Lívia Viana de Andrade Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Isabel Borges de Souza Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Maria Paula Velasco Azeredo Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Isabel Mello Teixeira Pessanha Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Mariana Maciel Gomes Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Maria Fernanda Fernandes Duarte Costa Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil

DOI:

https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p80

Palavras-chave:

Cuidados paliativos

Resumo

Os tumores neuroendócrinos são neoplasias originadas das células neuroendócrinas que acometem principalmente o trato gastrointestinal e o sistema traqueobrônquico. Estão associados à liberação de hormônios como a serotonina, relacionada à síndrome carcinoide. Em casos raros, pode ocorrer a cardiopatia carcinoide, uma síndrome paraneoplásica que acomete principalmente a valva tricúspide. Relatar a evolução e os aspectos clínicos de um quadro de valvulopatia carcinoide com metástases hepáticas, com a progressão para insuficiência tricúspide e consequente disfunção ventricular direita. Mulher, 56 anos, procurou atendimento em setembro de 2017 com queixas de aumento de volume abdominal e dor no abdômen. Na ressonância magnética de abdômen constatou-se fígado multinodular difuso em ambos os lobos, com aspecto compatível com acometimento neoplásico secundário. O maior nódulo mede cerca de 6,3 cm. Também foi constatada linfadenomegalia mesentérica secundária, com linfonodos medindo até 3,4 × 2,7 cm. A biópsia hepática determinou neoplasia epitelial maligna pouco diferenciada e metastática no fígado, apresentando arranjos cordonais. A imunohistoquímica apresentou positividade para a cromogranina A (CgA), marcador compatível com tumor neuroendócrino. A doença hepática e peritoneal apresentou-se estável nas múltiplas repetições dos exames de imagem. Foi solicitado ecocardiograma, o qual apontou insuficiência tricúspide grave, com déficit importante na mobilidade e perda da coaptação. A ascite apresentou piora progressiva, especialmente em 2023. Desde então, a paciente segue com tratamento com Octreotide mensal, suporte paliativo por meio de paracenteses de alívio e acompanhamento regular com cardiologista. O caso apresentado reforça a importância da suspeita clínica e do rastreamento ecocardiográfico em pacientes com tumores neuroendócrinos metastáticos, evidenciando, ainda, a relevância da abordagem multidisciplinar e paliativa precoce como estratégia essencial para otimizar o cuidado.

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Publicado

2025-11-27

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