Relato de Experiência:
extensão universitária e promoção da saúde em quilombos
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p23Palavras-chave:
Quilombos, Quilombolas, Parasitoses, Educação em SaúdeResumo
Comunidades quilombolas são grupos étnicos predominantemente formados por populações negras rurais que se autodefinem pela ancestralidade e pelas práticas culturais próprias. Atualmente, enfrentam desafios históricos e estruturais que comprometem o acesso a direitos fundamentais, como a saúde, frequentemente em condições precárias. Este relato de experiência descreve um projeto de extensão em saúde desenvolvido nessas comunidades por estudantes de Medicina, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre estratégias de prevenção das principais parasitoses, promovendo educação em saúde e fortalecendo o vínculo entre acadêmicos e populações vulneráveis. O projeto, realizado em parceria com o componente curricular de Parasitologia, ocorreu em quilombos próximos à instituição de ensino. Foram ministradas palestras explicando, com linguagem acessível, a importância de conhecer as parasitoses e como evitá-las, utilizando slides, vídeos interativos e atividades lúdicas com crianças, como dinâmicas sobre a lavagem correta das mãos. A tinta, representando parasitas, foi aplicada nas mãos das crianças, que repassavam um balão entre si, ilustrando a facilidade de transmissão das doenças. Ao final, foram distribuídos itens de higiene pessoal para incentivo à prática em casa. O público demonstrou interesse e participou ativamente ao aprender sobre parasitoses como ascaridíase, giardíase, tricuríase, toxoplasmose e pediculose. A presença de profissionais de saúde como médicos e dentistas contribuiu para ampliar o acesso aos cuidados básicos. O projeto evidenciou a importância da aproximação entre a universidade e as comunidades quilombolas, destacando a necessidade de ações em saúde pública adaptadas às especificidades sociais e culturais locais. Além disso, fortaleceu a relação entre acadêmicos e comunidade, promovendo empatia, sociabilidade e aprendizado prático do conteúdo curricular. Dessa forma, destaca-se a relevância dos projetos de extensão voltados às populações negligenciadas, pois proporcionam experiências formativas que integram educação social e saúde. Em suma, a iniciativa reforça a importância da curricularização da extensão na formação de profissionais de saúde comprometidos com a equidade e a responsabilidade social.
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