Perfil epidemiológico para pediculose de crianças em escolas e creches da Rede Municipal de Ensino em Campos dos Goytacazes, RJ
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p55Palavras-chave:
Pediculose, Criança, Epidemiologia, Educação em saúde, PrevençãoResumo
A pediculose depende de fatores socioeconômicos, tamanho da família, higiene, periodicidade da lavagem capilar e partilha de objetos pessoais. Crianças são mais afetadas, pois o contato próximo facilita o contágio. Famílias numerosas, baixa renda e desinformação agravam o problema. A prevenção inclui evitar compartilhar pentes, bonés e toalhas e a educação em saúde para reduzir a propagação e o estigma dos afetados. A avaliação epidemiológica tem um papel central na criação de estratégias que resultem num tratamento mais rápido e na queda da reinfestação, contribuindo para a saúde e o bem-estar coletivo. O objetivo do estudo é avaliar a pediculose em crianças da rede municipal de ensino de Campos dos Goytacazes, RJ. Realizou-se uma pesquisa observacional transversal, de base populacional, com 167 crianças, de 11 meses a 10 anos de escolas e creches da área rural e urbana, cujos pais autorizaram a avaliação da pediculose, a partir do exame físico da cabeça, com inspeção do cabelo e couro cabeludo. Utilizou-se lupa de cabeça com lentes e led profissional. O projeto foi aprovado pelo CEP/FBPN/FMC com parecer 7.035.619. A tabulação ocorreu no Google Planilha e a análise incluiu dados como sexo, idade, raça, estrutura, cor e cumprimento do cabelo, presença, número de formas móveis/imóveis, grau, tipo de infestação, cor do piolho, tipo de lesões/contaminação, sintomas das crianças, local e intensidade da contaminação. A prevalência de pediculose foi de 23%, com 38 crianças com lêndeas e/ou piolhos e 1 piolhos. Observou-se diferença entre os sexos para infestação por pediculose, as meninas apresentando maiores chances contaminação quando comparadas com os meninos (Teste Qui-quadrado p = 0,002152). A presença de lêndeas (formas imóveis) são mais frequentes nas meninas (p = 0,001440). Importante destacar que a amostra para esse grupo (meninas) foi de 61%. Para idade não existe relação significante com o tempo de infestação (p-value = 0,09541), assim como a idade não influencia o grau de infestação (p-value = 0,1219). Os achados mais frequentes, relacionados as lesões concentram-se no couro cabeludo (9%), além de irritação (5%) e escoriação (3%). Conclui-se que a pediculose de cabeça é prevalente no ambiente escolar, sendo essencial ações de educação em saúde para sua prevenção. A escola é um espaço vital para formação de opiniões e aprendizagem de crianças e suas famílias, buscando formar cidadãos conscientes e responsáveis pelo seu cuidado e autocuidado em saúde.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Libny Salisa de Oliveira Barra, Jéssica Gonçalves Moraes, Roberto Douglas Oliveira Pasquier, Inez Barcellos de Andrade

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores do manuscrito submetido aos Anais da Semana Científica da Faculdade de Medicina de Campos, representados aqui pelo autor correspondente, concordam com os seguintes termos:
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem sem ônus financeiro aos Anais da Semana Científica da Faculdade de Medicina de Campos o direito de primeira publicação.
Simultaneamente o trabalho está licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que permite copiar e redistribuir os trabalhos por qualquer meio ou formato, e também para, tendo como base o seu conteúdo, reutilizar, transformar ou criar, com propósitos legais, até comerciais, desde que citada a fonte.
Os autores não receberão nenhuma retribuição material pelo manuscrito e a Faculdade de Medicina de Campos (FMC) irá disponibilizá-lo on-line no modo Open Access, mediante sistema próprio ou de outros bancos de dados.
Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nos Anais da Semana Científica da Faculdade de Medicina de Campos (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta publicação.
Os autores têm permissão e são estimulados a divulgar e distribuir seu trabalho online na versão final (posprint) publicada pelos Anais da Semana Científica da Faculdade de Medicina de Campos em diferentes fontes de informação (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer tempo posterior à primeira publicação do artigo.
A Faculdade de Medicina de Campos poderá efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com o intuito de manter o padrão culto da língua, contando com a anuência final dos autores.
As opiniões emitidas no manuscrito são de exclusiva responsabilidade do(s) autor(es).
