Perfil epidemiológico para pediculose de crianças em escolas e creches da Rede Municipal de Ensino em Campos dos Goytacazes, RJ

Autores

  • Libny Salisa de Oliveira Barra Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Jéssica Gonçalves Moraes Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Roberto Douglas Oliveira Pasquier Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Inez Barcellos de Andrade Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil

DOI:

https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p55

Palavras-chave:

Pediculose, Criança, Epidemiologia, Educação em saúde, Prevenção

Resumo

A pediculose depende de fatores socioeconômicos, tamanho da família, higiene, periodicidade da lavagem capilar e partilha de objetos pessoais. Crianças são mais afetadas, pois o contato próximo facilita o contágio. Famílias numerosas, baixa renda e desinformação agravam o problema. A prevenção inclui evitar compartilhar pentes, bonés e toalhas e a educação em saúde para reduzir a propagação e o estigma dos afetados. A avaliação epidemiológica tem um papel central na criação de estratégias que resultem num tratamento mais rápido e na queda da reinfestação, contribuindo para a saúde e o bem-estar coletivo. O objetivo do estudo é avaliar a pediculose em crianças da rede municipal de ensino de Campos dos Goytacazes, RJ. Realizou-se uma pesquisa observacional transversal, de base populacional, com 167 crianças, de 11 meses a 10 anos de escolas e creches da área rural e urbana, cujos pais autorizaram a avaliação da pediculose, a partir do exame físico da cabeça, com inspeção do cabelo e couro cabeludo. Utilizou-se lupa de cabeça com lentes e led profissional. O projeto foi aprovado pelo CEP/FBPN/FMC com parecer 7.035.619. A tabulação ocorreu no Google Planilha e a análise incluiu dados como sexo, idade, raça, estrutura, cor e cumprimento do cabelo, presença, número de formas móveis/imóveis, grau, tipo de infestação, cor do piolho, tipo de lesões/contaminação, sintomas das crianças, local e intensidade da contaminação. A prevalência de pediculose foi de 23%, com 38 crianças com lêndeas e/ou piolhos e 1 piolhos. Observou-se diferença entre os sexos para infestação por pediculose, as meninas apresentando maiores chances contaminação quando comparadas com os meninos (Teste Qui-quadrado p = 0,002152). A presença de lêndeas (formas imóveis) são mais frequentes nas meninas (p = 0,001440). Importante destacar que a amostra para esse grupo (meninas) foi de 61%. Para idade não existe relação significante com o tempo de infestação (p-value = 0,09541), assim como a idade não influencia o grau de infestação (p-value = 0,1219). Os achados mais frequentes, relacionados as lesões concentram-se no couro cabeludo (9%), além de irritação (5%) e escoriação (3%). Conclui-se que a pediculose de cabeça é prevalente no ambiente escolar, sendo essencial ações de educação em saúde para sua prevenção. A escola é um espaço vital para formação de opiniões e aprendizagem de crianças e suas famílias, buscando formar cidadãos conscientes e responsáveis pelo seu cuidado e autocuidado em saúde.

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Publicado

2025-11-27

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