Toxoplasmose ocular em recém-nascidos em Campos dos Goytacazes:
prevalência, características clínicas e fatores de risco
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p29Palavras-chave:
Toxoplasma gondii, ToxoplasmoseResumo
A toxoplasmose é uma das zoonoses mais difundidas no mundo e de grande impacto na saúde pública no Brasil, bem como é uma doença endêmica em Campos dos Goytacazes. O acometimento ocular é uma importante manifestação, e está associada principalmente a infecções congênitas ou reativação de infecções latentes em imunocompetentes. Determinar a prevalência da toxoplasmose ocular em recém-nascidos atendidos no Centro Especializado de Doenças Infecto Parasitárias (CEDIP) no município de Campos de Goytacazes, Rio de Janeiro, no período de setembro de 2024 a agosto de 2025 e analisar as características clínicas destes pacientes. Trata-se de um estudo transversal durante o período de coleta de setembro de 2024 até agosto de 2025, nos quais, os sujeitos de pesquisa serão recém-nascidos com suspeita de toxoplasmose. Os dados serão coletados através dos prontuários dos pacientes atendidos no CEDIP. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa. O estudo apresenta o N amostral de 42 pacientes. Dentre os resultados da sorologia para toxoplasmose na gestante, 55.3% apresentaram IgM-IgG+, 10.5% IgM+IgG-, 18.4% IgM-IgG+ e 2.6% sem definição, apenas avidez e 13.2% não informado. Sobre o tratamento, 50.0% das gestantes não realizaram o tratamento, 31.0% realizaram, 7.1% não realizaram o tratamento completo e 11.9% não informado. Já nos resultados da sorologia para toxoplasmose nos recém-nascidos, 74.2% IgM-IgG+, 9.7% IgM+IgG+, 9.7% IgM-Ig, 6.5% IgM+IgG-. Sobre o tratamento dos recém-nascidos, 61.9% realizaram o tratamento, 7.1% não realizaram e 31.0% não informado. Na fundoscopia dos recém-nascidos, 97.6% apresentaram resultado normal e 2.4% apresentaram alteração. Além disso, durante o estudo, foi possível identificar que 14,3% dos recém-nascidos IgM-IgG+ eram de mães com sorologia anterior à gestação, IgM-IgG+, sugerindo reinfecção. Os resultados apontam uma prevalência expressiva de infecção congênita ativa, com risco de comprometimento da saúde ocular, principalmente em gestantes com sorologia IgM+IgG- e pouca aderência ao tratamento. A alteração fundoscópica em 2,4% dos recém-nascidos evidencia a necessidade da triagem oftalmológica. Somado a isso, o fato de 14,3% dos recém-nascidos com IgM+IgG+, serem filhos de mães previamente infectadas sugere reinfecção com uma cepa diferente do parasita. A pesquisa ressalta a importância do rastreamento sorológico, da abordagem terapêutica adequada e da avaliação oftalmológica dos neonatos com toxoplasmose congênita. Na cidade de Campos dos Goytacazes, a prevalência significativa da doença destaca a necessidade de reforçar medidas preventivas, como promoção da educação sanitária e aprimoramento da assistência ao pré-natal, para minimizar as complicações e sequelas oculares.
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