Estudo anatômico do nervo facial e estruturas adjacentes via dissecação de cadáver no Laboratório de Anatomia da Faculdade de Medicina de Campos
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p64Palavras-chave:
Anatomia, Dissecação, Nervo FacialResumo
O nervo facial possui funções cruciais na motricidade da musculatura da mímica facial, na gustação e na exito-secreção de glândulas salivares. Sua trajetória, desde o tronco encefálico até os ramos terminais dos músculos da face, o torna vulnerável a diversas lesões. Anatomicamente, o nervo facial tem sua origem encefálica no sulco bulbo pontino e sua origem craniana através do forame estilomastóideo e, posteriormente, se ramifica na glândula parótida, inervando os músculos da expressão facial. Na prática clínica médica, o conhecimento aprofundado de sua anatomia é fundamental para diversos procedimentos cirúrgicos na face e no pescoço, como cirurgias de glândula parótida, reconstruções faciais e tratamentos de traumatismos. Além disso, a compreensão das estruturas adjacentes também recebe destaque. No seu trajeto ao longo da glândula parótida, o nervo facial mantém íntima relação com estruturas adjacentes, como veia retromandibular, artéria carótida externa, além de proximidade com os músculos supra-hióideos: estilo-hióideo e ventre posterior do músculo digástrico. Lesões ou compressões nessas estruturas podem ter implicações diretas na função. O objetivo deste trabalho visa compreender o trajeto do nervo facial na sua origem no forame estilomastóideo e relações com estruturas adjacentes através da glândula parótida, via dissecação anatômica. Foi realizada a dissecação de uma hemiface direita em um cadáver no laboratório de anatomia de uma faculdade de medicina. A região dissecada foi pré-auricular e região parotídea. A dissecação do triângulo carotídeo envolveu a identificação e exposição das artérias carótidas, das veias jugulares e do nervo vago. Na região pré-auricular, a atenção foi direcionada, inicialmente, para a glândula parótida e, em seguida, para o trajeto do nervo facial e seus principais ramos terminais. Conforme a Lei 8501 de 30 de novembro de 1992, que dispõe sobre a utilização de cadáveres não reclamados para fins de estudo ou pesquisa científica, o material foi usado em conformidade. Foi também apreciado e aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa da faculdade de medicina, protocolo nº. 81269724.7.0000.5244. A dissecação de cadáveres, como a realizada neste estudo, é uma potente ferramenta para o aprofundamento do conhecimento anatômico das relações de diversas estruturas e relações fundamentais no corpo. A compreensão detalhada da anatomia topográfica dessas áreas é crucial para a prática médica, pois permite aos profissionais entender melhor certas patologias e identificar potenciais riscos e complicações durante procedimentos. Variações anatômicas, frequentemente encontradas em dissecações, reforçam a necessidade de um estudo aprofundado e individualizado da anatomia. A lesão do nervo facial, por exemplo, pode resultar em quadros clínicos relativamente comuns, como a Paralisia de Bell, uma condição caracterizada por fraqueza ou paralisia súbita dos músculos faciais. O conhecimento preciso da distribuição do nervo e suas relações com estruturas vasculares adjacentes é vital para o diagnóstico diferencial e manejo de neuropatias faciais e outras patologias que afetam esta região. Portanto, estudos de dissecação contribuem significativamente para a formação médica e aprimoram a segurança do paciente em procedimentos que envolvem o nervo facial e suas estruturas vizinhas.
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