Tumor estromal gastrointestinal como achado incidental pós-bariátrica:
relato de caso em paciente jovem
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p85Palavras-chave:
Neoplasia, Cirurgia bariátrica, Obesidade, Trato GastrointestinalResumo
O tumor estromal gastrointestinal (GIST) é uma neoplasia rara derivada de células intersticiais de Cajal e representa a maioria das neoplasias malignas de origem mesenquimal. Tipicamente, apresentam- -se como uma massa submucosa ou subserosa bem delimitada. Embora possa se originar em qualquer local do trato gastrointestinal (TGI), é mais frequente na porção proximal do estômago e intestino delgado. Acometem predominantemente indivíduos brancos, sem preferência de sexos, dos 60 a 65 anos, e raramente antes dos 40 anos. A apresentação mais comum é o sangramento gastrointestinal, agudo ou insidioso e crônico, levando à anemia. GISTs menores são frequentemente achados incidentais durante cirurgia, estudos radiológicos ou endoscopia. Em geral, a excisão completa é o principal tratamento. Este relato descreve o caso de GIST em mulher jovem, diagnosticado após cirurgia bariátrica. O objetivo é descrever a apresentação clínica, os desafios diagnósticos e a conduta terapêutica adotada, contribuindo para a literatura sobre achados incidentais desse tipo de tumor em estômagos previamente alterados cirurgicamente. Paciente do sexo feminino, 36 anos, branca, obesidade grau II (IMC 38,58) foi submetida a gastrectomia vertical, após tentativas de emagrecimento com anorexígenos sem sucesso. Emagreceu aproximadamente 50kg no primeiro ano de pós-operatório. No segundo ano, durante endoscopia digestiva alta de rotina no acompanhamento pós-bariátrico, foi identificada uma lesão de 5cm, confirmada como GIST. A paciente foi submetida a gastrectomia total associada a pancreatectomia parcial. Evoluiu com complicações pós-operatórias, incluindo ruptura esplênica e fístula pancreática, além de ter iniciado quimioterapia adjuvante, com seguimento ambulatorial regular. Atualmente, mantém uma vida considerada normal, com retorno às suas atividades habituais. Apresenta ainda episódios ocasionais de hipoglicemia reativa, especialmente após ingestão de carboidratos simples, exigindo vigilância alimentar. Não há evidência de recidiva da neoplasia até o momento. A esse respeito, conclui-se que GISTs em pacientes bariátricos são raros, mas possíveis devido ao seguimento rigoroso. Casos em jovens evidenciam apresentações atípicas e a importância da vigilância contínua. As complicações cirúrgicas e os desafios metabólicos refletem a complexidade do manejo nesses pacientes com alterações anatômicas prévias.
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