Tendência dos óbitos por suicídio entre jovens de 15 a 29 anos no estado do Rio de Janeiro entre 2010 e 2022

Autores

  • Carlos Eduardo La Cava Pinto Da Silva Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Luisa Granato Ferreira Gomes Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Sophia Vilaça Ferreira Paes Batista Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Maria Clara Gama Pessanha Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Maria Fernanda Cunha Rodrigues de Araújo Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Renato Faria da Gama Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil

DOI:

https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p38

Palavras-chave:

Mortalidade, Suicídio, Saúde mental

Resumo

O suicídio é reconhecido como um importante problema de saúde pública global e representa uma das principais causas de morte entre jovens. No Brasil, observa-se um aumento progressivo das taxas de mortalidade por suicídio nas últimas décadas, particularmente entre indivíduos de 15 a 29 anos, faixa etária considerada vulnerável devido a fatores emocionais, sociais e econômicos. Este estudo teve como objetivo analisar a tendência dos óbitos por suicídio entre jovens de 15 a 29 anos no estado do Rio de Janeiro, entre os anos de 2010 e 2022. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal, baseado em dados secundários obtidos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), disponível na plataforma do DATASUS. Foram incluídos os óbitos classificados sob os códigos X60 a X84 da CID-10, desagregados por sexo e por subfaixas etárias (15–19, 20–24 e 25–29 anos). A análise descritiva dos dados revelou um aumento contínuo e significativo no número absoluto de óbitos por suicídio ao longo do período estudado, totalizando 630 casos em 2010 e 1.170 em 2022. Os homens apresentaram taxas consistentemente superiores às das mulheres, com proporção de dois a três óbitos masculinos para cada feminino. A faixa etária de 25 a 29 anos concentrou o maior número de casos em todos os anos analisados, o que pode estar relacionado às pressões sociais da transição para a vida adulta, como instabilidade financeira, dificuldades no mercado de trabalho e sobrecarga emocional. Ainda que o estudo não tenha avaliado diretamente os impactos da pandemia de COVID-19, é plausível supor que o isolamento social, a insegurança econômica e a redução do acesso aos serviços de saúde mental durante esse período tenham contribuído para a intensificação do cenário. Conclui-se que os achados evidenciam a necessidade urgente de políticas públicas específicas para prevenção do suicídio entre jovens, com foco em estratégias de cuidado psicossocial, ampliação do acesso à saúde mental, promoção da resiliência e enfrentamento do estigma associado aos transtornos mentais, sobretudo entre os homens jovens.

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Publicado

2025-11-27

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