Diagnóstico situacional e triagem por vulnerabilidade de idosos assistidos por Instituições de Longa Permanência para Idosos
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p34Palavras-chave:
Envelhecimento, Saúde do Idoso, Prevenção de DoençasResumo
Envelhecer é um processo natural definido pela senescência, contudo, pode se tornar um desafio para a saúde pública quando evolui para a senilidade. O crescimento da população idosa demanda políticas públicas que priorizem não apenas a recuperação, mas também a promoção da saúde e a prevenção de doenças. Nesse cenário surgem as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), que ofereçam cuidado humanizado àqueles sem suporte familiar durante a velhice. O objetivo deste estudo foi avaliar a vulnerabilidade clínico-funcional em idosos institucionalizados com foco na humanização da assistência. A pesquisa teve perfil observacional, transversal, com entrevistas de 76 pessoas idosas assistidas por ILPIs filantrópicas do município de Campos dos Goytacazes (RJ). A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa da Faculdade de Medicina de Campos (Parecer Nº 6.997.736). Foi aplicado o questionário validado IVCF-20 com coleta e análise dos dados pela plataforma REDCap disponibilizado pela Faculdade de Medicina de Campos. A pesquisa com idosos em ILPIs revelou uma população majoritariamente classificada como de alto risco funcional (67,1%), com predominância na faixa etária de 60 a 74 anos. Mais da metade relatou dificuldades para caminhar, quedas, problemas psiquiátricos e psicológicos, esquecimento e comprometimento das atividades diárias, indicando fragilidade e perda de autonomia. Do ponto de vista clínico, houve alta prevalência de doenças cardiovasculares (68,4%), diabetes (47,4%), e polifarmácia (59,2%), o que aumenta a vulnerabilidade e o risco de eventos adversos. A análise estatística inferencial (Qui-quadrado) aponta associação entre alta vulnerabilidade pelo IVCF-20 e ser mulher (p=0,02), não tomar banho sozinho (p=0,00001), polifarmácia (p=0,03) e ter sofrido queda no último ano (p=0,0005). A dificuldade para caminhar também teve associação significativa com a frequência de quedas (p=0,003). Além disso, quase metade dos idosos relatou sintomas de tristeza, desânimo ou incontinência, sugerindo impacto emocional e funcional relevante. Os dados demonstram que os idosos em ILPIs apresentam alto risco funcional, múltiplas comorbidades, uso frequente de polifarmácia e comprometimentos físicos e emocionais, o que reforça a importância de uma abordagem multiprofissional focada na prevenção, cuidado integral e promoção da qualidade de vida.
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