Amputações de membros inferiores no Estado do Rio de Janeiro entre 2020 e 2024
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p27Palavras-chave:
Amputação, Pé diabético, Trauma, Doença Arterial PeriféricaResumo
As amputações de membros inferiores representam um desfecho grave, frequentemente relacionadas ao pé diabético, à doença arterial periférica e a traumas graves. No Brasil, estima-se que cerca de metade dessas amputações seja decorrente de complicações do diabetes mellitus, sendo o pé diabético a principal causa evitável. Traumas decorrentes de acidentes de trânsito ou de violência também representam importante parcela, especialmente entre adultos jovens. Tais procedimentos geram significativo impacto na qualidade de vida, custos hospitalares e refletem deficiências na prevenção e tratamento precoce de doenças crônicas. O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil das amputações realizadas no âmbito do SUS no estado do Rio de Janeiro entre os anos de 2020 a 2024, utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo baseado em dados públicos do DATASUS. Foram incluídos procedimentos de amputação ao nível da coxa, perna, pé, tornozelo e desarticulações. Os dados foram extraídos por meio da plataforma TABNET, considerando o local de internação no estado do Rio de Janeiro e o período de janeiro de 2020 a junho de 2024. As taxas foram calculadas com base nas estimativas populacionais do IBGE e expressas por 100.000 habitantes. Foram registradas 5.914 amputações no período. O ano com maior número absoluto de amputações foi 2022 (1.314), seguido por 2023 (1.229). O menor registro ocorreu em 2021 (1.170). A taxa anual variou entre 6,70 e 7,50 por 100 mil habitantes. Os dados de 2024 são parciais (991 registros). Embora o banco de dados não informe a causa direta das amputações, estudos anteriores sugerem que a maioria está associada ao pé diabético, seguido de trauma e isquemia crítica dos membros. Conclui-se que as amputações no estado do Rio de Janeiro mantêm padrão estável, com discreta elevação em 2022. Os dados reforçam a necessidade de estratégias preventivas voltadas ao controle do diabetes, à identificação precoce do pé diabético e à reabilitação pós-trauma, especialmente na atenção primária para detecção precoce de lesões nos membros inferiores.
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