Educação em saúde e vigilância epidemiológica de enteroparasitoses:
experiência do Parasitomania
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p10Palavras-chave:
Educação, Parasitoses, Saneamento, SaúdeResumo
As enteroparasitoses continuam sendo um grave problema de saúde pública no Brasil, sobretudo em regiões marcadas por desigualdade social e infraestrutura sanitária inadequada. A ocorrência dessas infecções está relacionada às condições ambientais, ao sistema imunológico dos indivíduos e às características dos parasitas envolvidos, fatores que classificam a população infantil como vulnerável. Nesse cenário, a educação em saúde torna-se uma ferramenta fundamental na prevenção, sobretudo se aliada a abordagens lúdicas, que facilitam o aprendizado e promovem mudanças de comportamento, como a correta higienização das mãos e o cuidado com alimentos. Relatar a experiência de um ano promovendo ações didáticas, diagnósticas e de divulgação científica sobre parasitoses no projeto Parasitomania. No último ano, o projeto promoveu ações em escolas públicas e privadas com o objetivo de informar e conscientizar crianças, familiares e profissionais da educação sobre as parasitoses intestinais. Nessas ações, foram utilizadas atividades lúdicas, como jogos da memória com parasitas, dinâmicas interativas e oficinas de lavagem das mãos, bem como realizadas coletas de dados por meio de questionários e exames parasitológicos de fezes gratuitos, com objetivo diagnóstico e de vigilância epidemiológica, dados esses que foram submetidos sob a forma de trabalho original como um braço secundário do projeto. Além das ações em escolas, o Parasitomania esteve presente na Semana Nacional de Ciência de Tecnologia, ampliando o alcance das atividades educativas para o público em geral. Paralelamente, o projeto também investiu em divulgação científica por meio do perfil no Instagram “@parasitomania”, que atingiu um alcance de 13,1 mil contas no último mês, através da publicação de conteúdos que visam à educação em saúde. Como resultado dessas ações, foram ainda enviados cinco trabalhos ao Congresso Brasileiro de Saúde da Criança e do Adolescente, em 2024. No Parasitomania, pode-se reafirmar na prática como condições de saneamento e hábitos de higiene precários influenciam na transmissão de parasitoses. Ademais, o uso do Instagram ampliou o alcance das informações, configurando outra conquista do projeto. Essa vivência reforçou a importância da extensão como forma de aproximar o conhecimento científico da comunidade. As ações da extensão mostraram que unir educação, diagnóstico e comunicação é eficaz para prevenir parasitoses na população. Ressalta-se, portanto, a relevância do projeto como ferramenta de transformação social.
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