Conscientização e diagnóstico precoce:

o impacto do M-CHAT no rastreio de autismo

Autores

  • Lis Abreu Barcelos Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Ana Carolina Monteiro Malafaia Carvalho Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Milena Germano Ribeiro Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Júlia Brasil Barbosa Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Odila Maria Ferreira de Carvalho Mansur Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil

DOI:

https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p17

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista, Transtornos do Neurodesenvolvimento

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta o desenvolvimento social, comunicativo e comportamental desde a infância. A detecção precoce é essencial para melhores desfechos. Este trabalho utilizou o teste de rastreio M-CHAT (Modified Checklist for Autism in Toddlers) em crianças de 18 a 30 meses, com o objetivo conscientizar pais e comunidade sobre os sinais iniciais do TEA e a importância do diagnóstico precoce. Aplicar o teste M-CHAT em crianças de 18 a 30 meses para identificar sinais precoces de autismo, destacando a importância da detecção precoce e das intervenções adequa- das e integrar a família no acompanhamento das crianças com TEA ou com risco para o transtorno. O projeto ampliou a conscientização sobre os sinais precoces do autismo, capacitou os pais para os cuidados com a criança e facilitou o acesso a intervenções. Contribuiu para a redução do estigma e evidenciou a importância das abordagens comunitárias na prática médica, aproximando os extensionistas dos desafios reais da atenção à saúde e promovendo uma formação mais empática e proativa. O M-CHAT é uma ferramenta padronizada de triagem utilizada para identificar sinais precoces de risco para o TEA e sua aplicação requer capacitação adequada. O instrumento consiste em 23 questões e o escore é considerado positivo quando a criança apresenta 3 ou mais itens no total, ou 2 ou mais dos itens considerados críticos (2, 7, 9, 13, 14, 15). Diante de um resultado positivo, recomenda-se encaminhamento para avaliação clínica e multidisciplinar. No presente estudo, foram aplicados 61 questionários M-CHAT, com 17 resultados positivos, o que representa uma taxa de 27,8%. Entre os casos positivos, 100% das crianças apresentaram três ou mais respostas indicativas de risco no total, não sendo identificado nenhum caso de positividade com base exclusiva em itens críticos. O presente trabalho buscou esclarecer e informar acerca do TEA. As crianças que apresentaram sinais de risco foram encaminhadas para programas de intervenção precoce, tanto no Hospital Plantadores de Cana quanto no Centro de Saúde Escola (CSEC). A intervenção individualizada e iniciada de forma oportuna é fundamental, especialmente porque, nos primeiros anos de vida, o cérebro apresenta maior grau de neuroplasticidade, favorecendo avanços significativos e duradouros no desenvolvimento infantil, proporcionando melhora na qualidade de vida das crianças com TEA e reduzindo impactos negativos a longo prazo.

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Publicado

2025-11-27

Edição

Seção

Trabalhos originados de projetos de extensão

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