Perfil molecular das neoplasias malignas da mama em pacientes de hospital universitário:
um levantamento epidemiológico
DOI:
https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p60Palavras-chave:
Neoplasia de Mama, Neoplasias de Mama Triplo Negativas, Receptores de Estrogênio, Receptores de Progesterona, Genes erbB-2Resumo
O câncer é um problema de saúde em todo o mundo. A neoplasia maligna da mama está entre os cinco primeiros tipos de câncer, sendo o sítio primário mais prevalente em mulheres entre os continentes. O avanço no tratamento do câncer de mama evidenciou a necessidade de um diagnóstico molecular apurado vislumbrando um melhor prognóstico para as pacientes. Esse trabalho visa analisar o perfil molecular das pacientes diagnosticadas com neoplasias malignas da mama pelo Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA) nos últimos cinco anos (2020 a 2024), considerando uma observação retrospectiva e longitudinal dos dados. Estudo longitudinal, observacional e retrospectivo realizado com as pacientes submetidas ao exame de diagnóstico molecular de neoplasias malignas da mama no Laboratório de Anatomia Patológica e Citopatologia e assistidas pelo setor oncológico do HEAA, com análise secundária e anônima de prontuários médicos de 183 pacientes com câncer de mama no período de 01 janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2024. Aprovado pelo Comitê de Ética sob nº 6.994.714. Foram incluídas pacientes maiores de 18 anos diagnosticados com neoplasias malignas da mama confirmado por exame histopatológico no HEAA e submetidas a diagnóstico molecular dentro do Laboratório de Anatomia Patológica e Citopatologia do HEAA, e excluídas aquelas que obtiveram exame histopatológico negativo para a doença e que, portanto, não são acompanhados no hospital, ou aqueles que apresentarem exame de diagnóstico molecular com laudo insuficiente ou incompatível. As análises das variáveis sociodemográficas, clinicopatológicas e moleculares foram realizadas através de proporções e médias, utilizando gráficos e tabelas com auxílio de programa estatístico. Mulheres com idade entre 41-59 anos (48,1%), que tiverem pelo menos um filho (66,1%), sem hábitos, como tabagismo (12%) e etilismo (12%), com tumores localizados na mama esquerda (43,2%), com tumores classificados histopatologicamente como carcinoma ductal infiltrante (67,8%), e molecularmente como Luminal A (45,4%), em estadiamento clínico avançado (53,6%), submetidos a tratamento cirúrgico primário (48,6%), que não foram submetidas a tratamento neoadjuvante (65%) e sim a tratamento adjuvante (71,6%), que não apresentavam metástase (81,4%), nem doença residual (67,2%%) ou recidiva (67,8%) e que não vieram a óbito (69,4%) foram as mais acometidas pelas neoplasias malignas da mama. Foram observadas associações entre perfil molecular luminal A e pacientes submetidas a tratamento cirúrgico (p=0,003), que não realizaram tratamento neoadjuvante (p=0,006) e nem doença residual (p=0,001). A sobrevida global (SG) média da população do estudo foi de 22,8 meses. Pacientes em estadiamento clínico avançado (p=0,001), com tumores negativos para o receptor de progesterona (p=0,034), submetidas a tratamento quimioterápico (p≤0,0001), com metástase ao diagnóstico (p≤0,0001), com doença residual (p=0,001) e portadoras de segundo tumor primário (p=0,007) apresentaram uma pior SG. As neoplasias malignas da mama apresentam uma incidência elevada na população do Norte Fluminense. O subtipo molecular luminal A do câncer de mama foi o perfil de maior incidência, corroborando com a literatura. Este levantamento epidemiológico contribui para traçar o perfil clínicopatológico e molecular, estratificando os grupos de risco, auxiliando na prevenção, detecção precoce e tratamento das neoplasias malignas da mama.
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