Perfil clínico de pacientes com neoplasias malignas de tireoide em Hospital Universitário do Norte Fluminense

Autores

  • Igor Campista Gomes Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Gabriel Henrique da Silva Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Mariana de Lacerda Gama Soares Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Luisa Aguirre Buexm Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil
  • Daniela Otero da Costa Carvalho Faculdade de Medicina de Campos – FMC, Campos dos Goytacazes, RJ- Brasil

DOI:

https://doi.org/10.29184/anaisscfmc.v42025p54

Palavras-chave:

Câncer Papilífero da Tireoide, Epidemiologia, Neoplasias da Glândula Tireoide

Resumo

O câncer de tireoide é a neoplasia endócrina mais comum, com alta incidência entre mulheres. Embora apresente, na maioria dos casos, curso indolente, formas avançadas podem evoluir com metástases e óbito, reforçando a importância do conhecimento do perfil clínico e prognóstico desses pacientes. Este estudo objetivou analisar o perfil clínico de pacientes com neoplasias malignas de tireoide atendidos no Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA), em Campos dos Goytacazes-RJ, entre 2010 e 2023. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e descritivo, com análise de 161 prontuários médicos de pacientes maiores de 18 anos, com diagnóstico confirmado por exame histopatológico. As análises das variáveis sociodemográficas e clinicopatológicas foram realizadas através de proporções e médias, utilizando gráficos e tabelas com auxílio de programa estatístico. Foram levantados 49 prontuários, onde apresentaremos resultados preliminares da população do estudo. Mulheres (83,7%), não-brancas (59,2%), casadas (55,1%), com idade entre 41 e 59 anos (42,9%), procedentes de Campos dos Goytacazes (93,9%), sem histórico de câncer na família (85,7%), ou de outras neoplasias malignas (89,8%), não tabagistas (89,8%), não etilistas (93,9%), portadoras de comorbidades (59,2%), com carcinoma como subtipo histopatológico (81,6%), sem metástase ao diagnóstico (75,5%), com estadiamento clínico I (46,9%), submetidos a tratamento cirúrgico (85,7%), sem a realização de tratamento adjuvante (75,5%), que não apresentaram recidiva (93,9%) e que não vieram a óbito (91,8%) pela doença foram as mais acometidas. A identificação do perfil epidemiológico dos pacientes portadores de câncer de tireoide contribui para estratégias de prevenção e detecção precoce. Os dados obtidos fornecem subsídios para caracterização da população acometida pela neoplasia maligna, colaborando com políticas públicas voltadas ao rastreamento e controle do câncer de tireoide na região.

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Publicado

2025-11-27

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